sábado, 18 de dezembro de 2010

Literatura

Crianças não trocam livros impressos pelos digitais, mostra estudo

The New York Times
 
 
Crianças entre 9 e 11 anos são mais propensas a se tornarem leitores habituais se os pais oferecem livros interessantes em casa e definirem limites de tempo para a tecnologia
A maioria das crianças americanas não abriria mão dos livros tradicionais para ler seus conteúdos apenas em dispositivos digitais. É o que mostra um estudo da editora Scholastic, que publica os livros da série Harry Potter nos Estados Unidos.

O estudo mostra que muitas crianças querem, sim, ter acesso aos chamados e-books, mas, mesmo com o dispositivo, dois terços delas não pretendem abrir mão de seus livros tradicionais impressos. A pesquisa explorou as atitudes e comportamentos de pais e filhos sobre leitura não obrigatória na era digital. A Scholastic ouviu mais de 2.000 crianças entre 6 e 17 anos e seus pais.

Pais e educadores têm muito medo que diversões digitais, como vídeos e telefones celulares, tirem o tempo que as crianças dedicam à leitura. No entanto, veem potencial para usar a tecnologia a seu favor, introduzindo livros para crianças por meio de e-books, computadores e dispositivos digitais.

Cerca de 25% das crianças pesquisadas disseram que já haviam lido um livro em um dispositivo digital, incluindo computadores e e-books. Outros 57%, com idades entre 9 e 17 anos, disseram que estavam interessados em fazer a mesma coisa.

Apenas 6% dos pais pesquisados têm um e-book, mas 16% disseram que planejam comprar um no próximo ano. Já 83% dos pais disseram que iriam permitir ou incentivar os filhos a usar o e-book. Francis Alexander, o diretor acadêmico da Scholastic, tratou o relatório como "um chamado à ação".

"Não tinha ideia da rapidez com que as crianças abraçaram essa tecnologia", disse Alexander, refererindo-se a computadores, e-books e outros dispositivos portáteis que servem para baixar livros. "É evidente que elas os veem como ferramentas para a leitura – não apenas para jogos e mensagens de texto."

Para Milton Chen, da Fundação Educacional George Lucas, o estudo mostrou que as crianças querem ler em novas plataformas digitais. "É o mesmo dispositivo usado para socialização e envio de mensagens e o contato com seus amigos pode ser usado para outras finalidades", disse Chen. "Essa é a esperança."

Mas muitos pais entrevistados também expressaram preocupação com as distrações com videogames, celulares e televisão na vida dos filhos. Eles também se perguntam se o moderno adolescente multi-tarefas tem paciência de ficar absorto em um longo romance.

"Minha filha não pode parar de trocar mensagens por tempo suficiente para se dedicar a um livro", disse a mãe de uma garota de 15 anos do Texas. O estudo não tentou medir se os dispositivos digitais realmente roubam tempo de leitura.

A pesquisa também analisou as ações de pais e professores sobre os hábitos de leitura das crianças. Crianças entre 9 e 11 anos são mais propensas a se tornarem leitores habituais se os pais oferecem livros interessantes em casa e definirem limites de tempo para a tecnologia, como videogames, disse o estudo.

A pesquisa também sugere que muitas crianças apresentaram um alarmante nível elevado de confiança em informações disponíveis na internet: 39% das crianças entre 9 e 17 anos disseram que as informações que encontram on-line "são sempre corretas".
(Fonte: Boletim Livro e Leitura, n.227, 11 a 17/10, 2010)   Veja 

sábado, 27 de novembro de 2010

Manifesto de repúdio contra o estereótipo de bibliotecária

Criticando o “look” da candidata Dilma Rousseff. Um dos argumentos utilizados para ilustrar o mau gosto da candidata para se vestir foi comparar a imagem desta à de uma “bibliotecária solteirona”. É lamentável e vergonhoso que uma revista que possui tantos anos de circulação e que conquistou um enorme número de leitores se utilize de um estereótipo que ridiculariza, ao mesmo tempo, a mulher solteira e uma classe profissional, simplesmente para denegrir a imagem da adversária política do seu candidato protegido.
No último dia seis a Revista VEJA publicou a matéria “vestida para mandar”
Em uma sociedade em que a aparência importa mais que a essência dos indivíduos esse tipo de coisa pode fazer algum sentido, no entanto prefiro acreditar que esse não é nosso contexto e que as pessoas se lembram de nós bibliotecários (homens ou mulheres, casados ou solteiros, bem ou mal vestidos) como profissionais que organizam, disseminam e promovem o acesso democrático à cultura e à informação.
Talvez nós bibliotecários não saibamos nos vestir bem, mas com certeza sabemos diferenciar uma notícia mal intencionada de uma que pretende estimular a reflexão e informar seu leitor de maneira ética e coerente. Também sabemos que o voto deve ser decidido com base nos planos de governo e nas competências e ações dos candidatos, não na capacidade destes de combinar as meias com a gravata ou os brincos com o colar.

Belo Horizonte, 16 de outubro de 2010
Bruna Bonifácio de Almeida
Estudante de Biblioteconomia – ECI-UFMG

sábado, 20 de novembro de 2010

Revisteca Abril enriquece o projeto Leitura no Hospital

 
Cristiane Cordeiro, Margarida Carvalho e Manuel Ilídio Salgado descerram a placa da Revisteca

Uma parceria entre o HU e a Distribuidora Londrinense de Produção (DLP), representante da Editora Abril na cidade, está proporcionando incremento significativo no acervo do projeto Leitura no Hospital, desenvolvido no HU desde outubro de 2009.
Com a parceria, a Editora Abril disponibiliza, através da Revisteca Abril, publicações como Veja, Coquetel, SuperInteressante e Recreio, que ficam à disposição de pacientes e visitantes em um stand montado no hall do hospital. O stand é oferecido também aos pacientes do Ambulatório de Hospital de Clínicas (AHC).
A Revisteca Abril é um projeto nacional da editora, que visa estimular leitura e conhecimento através das publicações da Editora. Segundo a distribuidora, são cerca de 250 Revistecas disponibilizadas em todo o País, entre hospitais e instituições de ensino.
O projeto de leitura do Hospital é coordenado pela Diretoria de Enfermagem, Divisão de Serviço Social e Biblioteca Setorial do CCS e funciona de segunda a sexta-feira em diversas unidades do HU. Um carrinho personalizado circula pelo Hospital, levando livros, revistas, gibis e jornais aos pacientes e seus acompanhantes.
O projeto já efetuou parceria com o escritor Laé de Souza, autor do projeto “Dose de Leitura”, e recebe periódicos informativos como a Folha de Londrina e o Jornal de Londrina. A mais recente parceria foi efetuada com a Folha Norte, semanário voltado para a região Norte de Londrina. Doações de livros e revistas são sempre bem vindas para o projeto, que é coordenado pelos voluntários do Hospital.


É autorizada a livre circulação dos conteúdos desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso,
desde que citada a fonte.

As Sinopses apresentadas têm como referência as edições digitais dos jornais citados disponíveis no dia.

sábado, 6 de novembro de 2010

Você sabe o que faz 45 milhões de brasileiros se dedicarem à leitura de livros todas as semanas, por cerca de duas horas, e o que leva 63% dos leitores a dizerem que fazem isso por puro prazer? Se você ainda não reservou um lugar especial para os livros na sua vida, é hora de repensar os seus hábitos.

Em 2008, a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, revelou que os brasileiros leem, em média, 1,3 livro por ano - sem contar os didáticos e sugeridos pelas escolas. Apesar da leitura ter um significado positivo para três em cada quatro pessoas, 25% dizem não ter a menor ideia do papel dos livros nas suas vidas.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Tecnologia

A maioria dos executivos brasileiros, cerca de 60%, recorre às mídias sociais para identificar boas oportunidades profissionais, segundo revela pesquisa realizada pela Hays Brasil.

Ainda segundo o levantamento, 87% dos executivos mantêm pelo menos uma conta ativa em alguma rede social no Brasil, sendo que um terço destes acessa o serviço diariamente; 29,5%, de uma a três vezes por semana; e 12,1% conectam-se entre três e seis vezes por semana.
 

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terça-feira, 26 de outubro de 2010

O Nome da Rosa (The Name of the Rose)


Filme baseado na obra do escritor Umberto Eco, narra a história de estranhas mortes que começam a ocorrer num mosteiro beneditino localizado na Itália durante a baixa idade média, onde as vítimas aparecem sempre com os dedos e a língua roxos. O mosteiro guarda uma imensa biblioteca, onde poucos monges tem acesso às publicações sacras e profanas.
A chegada de um monge franciscano (Sean Conery), incumbido de investigar os casos, irá mostrar o verdadeiro motivo dos crimes, resultando na instalação do tribunal da santa inquisição.
Dirigido por Jean-Jacques Annaud (Sete Anos no Tibet) e com Sean Connery F. Murray Abraham, e Christian Slater no elenco.
Ano: 1986.
Para vc que esta  iniciando em Bib, Vale a pena conferir!

domingo, 24 de outubro de 2010

um livro

No silêncio de cinzas do meu Ser 
Agita-se uma sombra de cipreste,
É uma sombra triste que ando a ler,
No livro cheio de mágoa que me deste!
Estranho livro aquele igual a mim!
Cheira a mortos a rir e a cantar…
É dum branco sinistro de jasmim.
Que só me dá vontade de chorar!
Parece que folheio toda a minh´alma!
O livro que me deste, em mim salma.
As orações que choro e rio e canto!
Poeta igual a mim, ai quem me dera
Dizer que tu dizes! 
Quem soubera
Velar a minha Dor desse teu manto!
Florbela Espanca - Trocando olhares
O papel do profissional bibliotecário vai muito mais além dos empréstimos e organização da biblioteca, ele é como um agente mediador entre a informação e quem a busca, de modo que o conhecimento chegue de forma rápida e satisfatória ao seu usuário.
 A Biblioteconomia é uma das profissões mais antigas da humanidade. Estima-se que talvez tenha se iniciado nos primórdios com as práticas estabelecidas pelos monges copistas. A Biblioteconomia no Brasil como curso de graduação é considerada como uma das ciências da informação, pelo seu caráter interdisciplinar e pelo seu objeto de estudo: a informação, estando sobre o guardachuva da Ciência da Informação, esta última uma criada após a II Guerra Mundial em virtude da gama de informações surgidas pelo desenvolvimento de novas tecnologias.